Projetos APTA no APTA Regional, Polo Regional Vale do Paraíba

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Utilização de Poecilia reticulata e Danio rerio como organismos biondicadores

n° SGP 2273

O uso de indicadores biológicos tem aumentado nos últimos anos, com o intuito de investigar a poluição ambiental, sendo que o ambiente aquático apresenta uma grande vulnerabilidade, tendo a agricultura papel de destaque como uma das principais atividades humanas que contribui para o aumento da poluição, devido à utilização de pesticidas. Essas substâncias, dentre os poluentes ambientais, têm recebido recente atenção pelo seu potencial em alterar populações e o dinamismo entre comunidades.

No Brasil, os herbicidas são os agrotóxicos mais utilizados, sendo os produtos à base de glifosato os mais amplamente utilizados, associado às práticas de plantio direto, cultivo mínimo e outras técnicas agrícolas que fazem controle químico de ervas daninhas. Por ser um produto considerado sistêmico, age rapidamente exterminando plantas daninhas. É um herbicida não seletivo, de ação pós emergente apresentado como concentrado solúvel.

Quanto à sua classificação toxicológica, o glifosato pertence à classe IV, sendo pouco tóxico e quanto à classificação do potencial de periculosidade ambiental, pertencem à classe III, produto perigoso ao meio ambiente, segundo dados da bula do produto. 

O objetivo deste trabalho é determinar a concentração letal mediana (CL50) do glifosato para alevinos de Danio rerio e Poecilia reticulata, bem como avaliar efeitos crônicos.

 

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  Adriana Sacioto Marcantonio      AR / IP

O modelo WEAP para análise do ambiente construído em relação aos recursos hídricos das sub-bacias dos ribeirões do Curtume e Água Preta: Estudo de caso na cidade de Pindamonhangaba, no estado de São Paulo/Brasil.

n° SGP 1640

A qualidade da água de uma bacia hidrográfica é influenciada por diversos fatores e, dentre eles o clima, a cobertura vegetal, a topografia, a geologia, bem como o tipo, o uso e o manejo do solo da bacia hidrográfica. Os vários processos que controlam a demanda e oferta da água de determinado manancial fazem parte de um frágil equilíbrio, motivo pelo qual alterações de ordem física, química ou climática, na bacia hidrográfica, podem modificar suas características quali-quantitativas. O presente estudo tem por objetivo aplicar a ferramenta WEAP - Water Evaluation and Planning System, para análise do ambiente construído em relação aos recursos hídricos das sub-bacias do ribeirão do Curtume e Água Preta num estudo de caso no município de Pindamonhangaba, no estado de São Paulo – Brasil. Os resultados por meio de avaliação e planejamento usando a ferramenta WEAP serão relacionados ao panorama ambiental das sub-bacias considerando ainda as condições climáticas, índices de qualidade de água e indicadores de ocupação. Basicamente esta ferramenta inovadora permite através do balanço hídrico da bacia, calcular a quantidade de água disponível para atividades rurais e urbanas (ambientes construídos). Este modelo pode também contribuir para tomada de decisões durante a escassez hídrica sazonal e definir o melhor planejamento para distribuição, bem como a possibilidade de simular os impactos de novos empreendimentos, além da formação de um banco de dados técnicos gerando informações institucionais para uso regional e estadual. O apoio institucional financeiro será da IMED, bem como para a publicação dos resultados alcançados em periódicos e eventos nacionais e internacionais.

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  KARLA CONCEIÇÃO PEREIRA      AR / IAC

PRÁTICAS INTEGRATIVAS EM PROPRIEDADE RURAL Estudo de caso nos municípios de Guararema e Santa Branca, no estado de São Paulo.

n° SGP 1636

 

Práticas simultâneas como produzir e conservar são possíveis observando a legislação ambiental incidente em toda propriedade rural, independente do seu tamanho. No planejamento estratégico de uma pequena propriedade rural ou seja com até quatro módulos, a gestão e o manejo produtivo agropecuário permeiam a conservação dos recursos naturais – solo, água, fauna e flora, a produção de bens e serviços e estes ambientais e ecossistêmicos, a transferência de conhecimento empírico, científico e tecnológico, contribuem para a fixação e manutenção do homem e sua família na terra. Sem deixar de focar questões como a disposição dos resíduos, os tratamento dos efluentes, a otimização e o uso racional da água, o bem estar animal, as questões legais e acima de tudo a valorização e o envolvimento do produtor rural com seu conhecimento e sua história de vida. As práticas integrativas propostas para este estudo de caso nos municípios de Guararema e Santa Branca darão início a integração pesquisa-ensino-extensão da sociedade beneficiaria direta do estudo – pequenos produtores rurais e as instituições ligadas a temática da agricultura e meio ambiente no Vale do Paraíba, comprometendo-se ambos os segmentos a implantação do sistema piloto de cultivos aquícolas sustentáveis, a adequação ambiental dos sistemas de produção e da propriedade rural como um todo, e a conservação e preservação do meio ambiente. Neste sentido, o esforço conjunto também promoverá o acesso as políticas públicas que se adequarem à necessidade dos envolvidos, tais como crédito fundiário, habitação rural, estímulo à produção orgânica, FEAP, PROSAF, entre outros.  É deste impulso que a região precisa a curto, médio e longo prazo. Os planos, projetos e programas governamentais já são realidade, mas precisamos superar as dificuldades de implantação e cumprimento de normas envolvendo produtores rurais, a assistência técnica, e organizações locais/regionais. E, neste momento, é primordial que se encontrem caminhos para estabelecer processos e procedimentos exequíveis de produção e conservação no Vale do Paraíba fortalecendo a agricultura familiar. Só assim vamos prosperar, expandir e compartilhar os benefícios das práticas integrativas locais com o restante da população regional. Esta é a principal expectativa das instituições envolvidas no presente estudo de caso.

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  KARLA CONCEIÇÃO PEREIRA      AR / IAC

SEGURANÇA HÍDRICA NO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA DO MUNICÍPIO DE LORENA

n° SGP 1619

Assegurar o acesso sustentável à água de qualidade, em quantidades adequadas à manutenção dos meios de vida, do bem-estar humano e do desenvolvimento socioeconômico; garantir proteção contra a poluição hídrica e desastres relacionados à água; preservar os ecossistemas em um clima de paz e estabilidade política é a definição dada pela ONU para a segurança hídrica. O presente projeto vem apresentar os avanços a serem implantados no município de Lorena/SP, através do plano corporativo e municipal, da setorização e das obras previstas para redução e controle de perdas no sistema de abastecimento de água. O município apresenta um índice de perdas elevado, próximo a 30%, para águas não faturadas. Considerando a atual concepção dos setores de abastecimento, o sistema necessita passar por constante e adequado monitoramento, e este se dá também pela implantação de macromedidores e adequação dos distritos de medição e controle. Em 2016, foi aprovada a etapa de obra para implantação de mais um distrito de medição e controle, subdividindo o município em dezenove distritos. O financiamento se dará com recursos FEHIDRO, e o programa corporativo da SABESP tem-se tornado aplicável a todos os municípios em que a empresa opera e o plano municipal de Lorena instituído pela Lei Municipal 11.445 de 05/01/2007, visando ambos a implementação de Programa de Redução de Perdas de água no sistema de abastecimento, trazendo ganhos significativos à gestão local do recurso hídrico. Observa-se que as metas para redução do índice de perdas, tornam-se alcançáveis com as ações interinstitucionais e o apoio do Comitê de Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul.

 

 

 

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  KARLA CONCEIÇÃO PEREIRA      AR / IAC

ECOAGRICULTURAS - Cultivando Águas e Boas Práticas no Litoral Norte

n° SGP 1153

O Projeto “Ecoagriculturas – cultivando águas e boas práticas do litoral norte” tem a duração de 24 meses e está localizado na UGRHI 03 – Litoral Norte, nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar, visando “integrar as ações e experiências em agroecologia na UGRHI-LN 03, com objetivos específicos de desenvolver estratégias de boas práticas de manejo das atividades agropecuárias para aproveitamento racional e proteção dos recursos hídricos”.  Os principais 200 beneficiários diretos são agricultores, proprietários rurais, gestores e técnicos dos órgãos públicos e membros de colegiados e da sociedade civil atuantes na temática.

A proposta foi elaborada de forma democrática e participativa por representantes do GT Agroecologia do CBHLN, da Rede de Sementes do Litoral Norte e membros da sociedade civil, engajados em construir e fortalecer um trabalho regional e coletivo de boas práticas de agroecologia; redirecionando as práticas de agricultura tradicional para evitar o uso intensivo de agrotóxicos e manejo inadequado do solo e dos recursos hídricos. A melhor ecoeficiência das unidades produtivas rurais do litoral norte ajudará a restaurar a condição ambiental das propriedades e, dessa forma, a proteção dos recursos hídricos, além de promover a segurança alimentar e a geração de renda local. 

Como estratégia para alcançar os resultados esperados, foi desenhado um fluxograma sequencial de ações que propiciem a gestão e construção participativa do início ao fim, impactando também na capacitação contínua e permanente dos envolvidos durante o processo; bem como no fortalecimento coletivo e a mobilização dos envolvidos para o compartilhamento de boas práticas, as quais potencializam as metas do Plano de Bacia e áreas afins.

Os principais produtos e benefícios são: 01 análise situacional participativa de boas práticas existentes na região (vide descritivo no documento como “Boas Práticas Agrícolas/Agropecuárias - BPA”), como um marco zero para atuais e futuras ações de planejamento, o qual também norteará 01 Plano de Trabalho Participativo para o percurso do projeto e sugestões de conteúdos para 06 Encontros de Fortalecimento Regional e 04 Capacitações Temáticas com intercâmbios (vivências práticas) entre os proprietários e municípios. Além de melhorar a qualidade da capacidade técnica dos agricultores e demais beneficiários, o envolvimento direto dos beneficiados torna viável a elaboração de Planejamento Integral de 20 Propriedades/posse e a escolha e implantação prática de pelo menos 04 unidades de adaptação tecnológica de práticas visando a transição agroecológica para o aumento da ecoeficiência de unidades produtivas da zona rural. De acordo com as demandas levantadas no Planejamento Integral das propriedades serão escolhidas práticas para melhorar a gestão da unidade, além de estratégias para conservação e proteção da biodiversidade, do solo e da água. As unidades de adaptação tecnológica serão acompanhadas para evoluírem e se tornarem uma referência para a difusão de práticas que facilitem a transição agroecológica na região.

Para as estratégias de comunicação integrada e compartilhamento das boas práticas estão previstos 01 Fórum Regional, 01 Documento Final com diretrizes e encaminhamentos, bem como o uso de sites e redes sociais do proponente e parceiros para difusão.

O projeto enquadra-se nas seguintes diretrizes institucionais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento:

  • AGRO SP Sustentável: uma vez que visa, 1- desenvolver ações para que o agronegócio do Estado de São Paulo atinja níveis de excelência em conservação e gestão dos solos, recursos hídricos e biodiversidade; 2- construir sistemas que minimizam o impacto ambiental do processamento e produção do agronegócio, por meio de 1- uso e conservação de solo, recursos hídricos e biodiversidade; 2- adoção de protocolo de boas práticas e agricultura de baixo carbono.
  • Inovação, Empreendimento & Fomento: uma vez que visa, 1- Desenvolver iniciativas e novos modelos de negócios no Estado de São Paulo; 2- Criar ambientes favoráveis à inovação; 3- Estimular a inovação como indutora do desenvolvimento do Agronegócio de São Paulo, por meio de apoio às organizações rurais.
  • Saudabilidade e Segurança dos Alimentos: por meio de 1- Desenvolver ações para melhora nutricional dos produtos do Agronegócio Paulista, por meio do desenvolvimento de produtos e processos. 
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  ISABEL FERNANDES PINTO VIEGAS      AR / IEA

Rede Agroecológica Caiçara: Grupos de Consumo e as Políticas Públicas

n° SGP 965

Este projeto visa avaliar e fomentar um coletivo de produção e consumo responsáveis de Ubatuba: a Rede Agroecológica Caiçara. A iniciativa surgiu de um arranjo interinstitucional e multidisciplinar que envolve pesquisa, assistência técnica, extensão rural e políticas públicas em interação direta com a produção e o consumo. A Rede Agroecológica Caiçara foi idealizada e criada em junho de 2013 por integrantes desse grupo e consiste em um coletivo de produção e consumo que visa simplificar e otimizar a produção e comercialização dos produtos da agricultura familiar de Ubatuba, SP por meio da aproximação entre produtores, consumidores e técnicos. Os objetivos do projeto são: 1- avaliar o capital social criado no contexto da iniciativa da Rede Agroecológica Caiçara, por meio da avaliação das redes de relações estabelecidas; 2 - avaliar a convergência da iniciativa da Rede Agroecológica Caiçara com a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural; 3 - avaliar a convergência da iniciativa da Rede Agroecológica Caiçara com o Plano Nacional de Economia Solidária, 4 - avaliar a convergência da iniciativa da Rede Agroecológica Caiçara com o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica; de modo a ampliar a visão interna da iniciativa, assim como, verificar sua adequação às políticas públicas que definem a sua interação com o ambiente externo. Para atender o primeiro objetivo, propõe-se a metodologia de Net-Maps que visa avaliar o capital social por meio da percepção individual da rede de relações estabelecida. Para o segundo e terceiro objetivos, a metodologia proposta é de revisão bibliográfica para comparação da iniciativa com as políticas e planos em questão. É uma proposta de baixo custo que visa o bom aproveitamento dos recursos públicos que já estão investidos na instituição e que não são passíveis de financiamento – como salários dos pesquisadores, computadores, energia elétrica, além do capital social - criado nas fases anteriores do projeto, que viabiliza a colaboração na atual fase do projeto, assim como, a operacionalização do projeto.

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  ISABEL FERNANDES PINTO VIEGAS      AR / IEA

Agroecologia, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

n° SGP 948

O direito a alimentação adequada e saudável, o resgate e incentivo ao consumo de plantas não convencionais, reconhecer o alimento como patrimônio cultural constituem-se em aspectos chave que fortalecem a defesa dos biomas e territórios, com suas especificidades culturais e com suas lutas pelo direito à alimentação adequada e saudável. Este projeto tem a finalidade do resgate, produção, consumo e promoção do auto-consumo de plantas não convencionais em áreas rurais e peri-urbanas;  avaliar como as ações de Segurança Alimentar são estruturadoras dos sistemas agroecológicos e dos processos sociais a eles interligados;  estudo de métodos de propagação e  germinação  de espécies de plantas não convencionais e produção de cartilha técnica sobre manejo agroecológico de plantas não convencionais. A metodologia participativa norteadora do projeto visa à construção e validação de estratégias agroecológicas assegurando a soberania, segurança alimentar e nutricional a partir da utilização da biodiversidade local. 

 

O presente projeto encontrava-se em execução no Polo Vale do Paraíba, desde 2011, registrado no SIGA sob NRP 4194, Hortaliças Não Convencionais: Aspectos fitotécnicos de cultivo, fenologia reprodutiva e qualidade nutricional, findando em dezembro/2015. Foi, durante todo o seu desenvolvimento, custeado por outro projeto que havia financiamento da FAPESP (NRP 4446 - Estratégias de adubação verde em plantio direto para produção orgânica de brocolis e milho verde no Vale do Paraiba. Em outubro de 2015,  o projeto sofreu algumas modificações, sendo submetido a FAPESP, que em dezembro/2015, retornou denegando o mesmo, porém com possiblidades de recorrer, o que foi realizado. Estou aguardando novo parecer da FAPESP, porém o projeto já implantado no campo, onde está sendo realizado a fase 2, com o viveiro antigo, fazendo a mutenção e ampliação da unidade de PANC, e estudos de método de propagação, tempo de germinação e manejo agroecológico das espécies constantes no projeto. Também estamos elaborando processo para venda de residuo de pesquisa oriunda da área deste projeto, de estacas de gliricídea, oriundos do manejo agroecológico a ser realizado, para recolher recursos, e utilizá-lo no projeto.

 

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  CRISTINA MARIA DE CASTRO      AR / IAC

VITRINE AGROECOLÓGICA - AS BASES TECNOLÓGICAS DAS PESQUISAS EM AGROECOLOGIA

n° SGP 814

As atividades em Agroecologia foram planejadas para abranger os campos tecnológico, ambiental, social e cultural, para promover a redução dos impactos das externalidades do modelo de agricultura convencional sobre essas dimensões. 

Objetivos gerais da Agroecologia

  • Buscamos reduzir a contaminação por agrotóxicos nos alimentos, trabalhadores rurais e no meio ambiente, através da promoção de uma agricultura limpa.
  • Visamos aumentar a resiliência dos cultivos e criações animais por meio da biodiversidade e ambiência como eixo central no planejamento de sistemas de produção de base agroecológica para o combate dos efeitos das alterações do clima sobre a produção agropecuária e florestal, o meio ambiente e a saúde das populações.
  • Buscamos fortalecer os agricultores para se libertarem dos pacotes tecnológicos por meio da redução da dependência econômica ao incentivá-los a ingressarem em uma nova agricultura, baseada em processos e não em produtos, estimulando a adoção de sistemas de produção de base agroecológica que integrem os componentes vegetal, animal, florestal e humano na paisagem com um balanço energético mais positivo.
  • A produção de alimentos em sistemas agroecológicos busca promover a soberania e segurança alimentar e nutricional, a autossuficiência da unidade familiar em recursos de produção bem como a sua viabilidade econômica por meio da aproximação de grupos de agricultores organizados e consumidores conscientes.
  • Os sistemas agroecológicos de produção visam promover a restauração ecológica e a valorização das terras além de reconectar o ser humano na paisagem.
  • A Agroecologia visa a inclusão de jovens agricultores, de mulheres e minorias, unidos entorno de uma rede colaborativa de assistência técnica e extensão rural (ATER) atrelada às pesquisas, compensando o déficit de ATER, combatendo o êxodo rural e promovendo a inclusão social e o ingresso desses atores no mercado de produtos agroecológicos. 

Estratégias do projeto

  • Para atingir os objetivos gerais deste projeto destacamos o contínuo desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas em sistemas de produção agroecológica e restauração ecológica, nas dependências do Pólo Regional e nas unidades de produção distribuídas nos diversos municípios situados em diferentes compartimentos da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, que reúnem considerável contingente de agricultores familiares que atuam desde o ano de 2007 inicialmente testando genótipos de mandioca de mesa em parceria da APTA e a partir do ano de 2012 organizados entorno da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba para o desenvolvimento tecnológico de sistemas agroflorestais.  

    Para acelerar a geração e adaptação de tecnologias agroecológicas de maneira participativa como mecanismo de inclusão social e que possibilitem retroalimentar o projeto propomos valorizar e incorporar as experiências dos agricultores como saber científico para a construção de uma plataforma mais inclusiva de saberes agroecológicos.

Métodos

  • Dentre os métodos adotados na geração participativa do conhecimento e na extensão full duplex dos saberes acumulados neste projeto, destacamos a experimentação participativa que abrange uma sequência de atividades a ocorrer de maneira simultânea, alternada ou isolada, abrangendo áreas singulares ou complexas do conhecimento, tais como o estudo da paisagem, a implantação e manejo de sistemas de produção agroecológica, o levantamento e a coleta de dados nas diversas vitrines agroecológicas instaladas na APTA e áreas rurais, bem como a avaliação rápida e prática de indicadores de sustentabilidade para o dimensionamento do impacto ambiental dos sistemas de produção possibilitando melhorar o planejamento das intervenções nos sistemas de produção e no meio ambiente. 

    A promoção do intercâmbio de conhecimentos entre todos os participantes dessas atividades dar-se-á de maneira direta, prioritariamente em mutirões, com destaque para atuação de facilitadores especialistas nas diversas áreas do conhecimento. Sempre que possível os resultados técnicos serão sistematizados com o apoio de relatores e veiculados no site da APTA (Pesquisa & Tecnologia) e no blog da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba, promovendo dessa forma a socialização das informações. Os trabalhos de maior envergadura técnica e científica serão direcionados para publicação em periódicos indexados.

Áreas de atuação

  • Sistemas de produção agroecológica: as pesquisas visam o contínuo aperfeiçoamento de sistemas agroflorestais simplificados (agricultura sintrópica) e biodiversos (regenerativos), de sistemas de plantio direto e cultivo mínimo de culturas diversas, prioritariamente em alley cropping, de inclusão e avaliação do componente herbáceo, arbustivo e arbóreo na pecuária sustentável. Merece destaque as investidas de dimensionamento da densidade e diversidade de espécies nesses sistemas, a introdução natural ou planejada para o enriquecimento bem como a poda e o desbaste supressivo de indivíduos e os efeitos que decorrem no ambiente (reciclagem de nutrientes, aporte de fitomassa, aumento da insolação e vegetação espontânea e outros). Nestes sistemas serão avaliados os componentes produtivos e propriedades organolépticas em culturas de interesse econômico, tais como mandioca, batata doce, banana e diversidade de PANC; o aporte de fitomassa e a reciclagem de nutrientes nas culturas de cobertura e adubação verde; a modelagem de carbono de cada componente do sistema por métodos diretos e indiretos; os efeitos dos sistemas no ambiente estimados com base no componente edáfico (taxa de cobertura, temperatura, umidade, densidade/resistência do solo) e fitossociológico (índices de diversidade).
  • Indicadores de sustentabilidade: serão analisados como ferramenta de apoio à tomada de decisão previamente ao manejo dos sistemas de produção agroecológica. Podem abranger as dimensões solo, água, planta, radiação luminosa e ar. Dentre os quesitos quanti-qualitativos passíveis de monitoramento por método rápido e prático, se destacam: a taxa de cobertura do solo pela vegetação ou serapilheira; a quantidade de serapilheira em uma área determinada; a temperatura do solo medida com termômetro; a densidade do solo estimada através da resistência à inserção de haste metálica; a qualidade e diversidade da vegetação espontânea em uma determinada área; a quantidade de organismos da macrofauna presente sem uma amostra padrão de solo; o teor de matéria orgânica verificado pela destruição das estruturas carboxílicas de uma amostra de solo em reação com um determinado volume de água oxigenada sendo o valor da reatividade a intensidade e a duração da efervescência; qualidade da cultura âncora do sistema em termos de sanidade e vigor, dentre outros aspectos avaliados em caminhamento ao acaso e repetido até que se chegue em um equilíbrio entre a média dos valores coletados e o que de fato ocorre nas áreas experimentais e naturais geralmente tomadas como referência de equilíbrio dinâmico. Para cada quesito serão atribuídas notas em escala de 1 (um) como valor mínimo indesejável a 5 (cinco) valor máximo satisfatório. Os dados serão plotados em gráfico radial fornecendo uma imagem padronizada para o grupo avaliador que pode definir quais são os principais gargalos dos sistemas e compará-los entre si e com áreas naturais, além de subsidiar a decisão para o manejo corretivo. O levantamento dos dados será realizado de preferência com a participação de agrupamento de pessoas e um moderador que promoverá o diálogo para facilitar o entendimento dos procedimentos e a conclusão sobre cada indicador.
  • Estudos específicos como a caracterização fitossociológica, análises físicas e químicas de solo e tecidos vegetais bem como estudos fitoquímicos poderão ser realizados de maneira a complementar para fornecer indicadores mais confiáveis acerca do sistema e da resposta das culturas.
  • Teste de bioprodutos e novas fontes de nutrientes: são elaborados desde o ano de 2010 no Setor de Fitotecnia do Pólo Regional caldas protetivas de plantas e biofertilizantes enriquecidos com nutrientes. Os efeitos desses produtos poderão ser avaliados nas culturas a campo em termos nutricionais e fitoprotetor após bioensaios em casa de vegetação para prevenir fitotoxidez. As pesquisas sobre iscas e agentes de biocontrole serão realizadas com o devido cuidado utilizando-se equipamentos de proteção individual. Poderão ser testados os efeitos no campo de cultivo experimental a fim de comparar a eficácia no controle de fitomoléstias e para seleção de estirpes com maior virulência por agentes de pesquisa parceiros deste projeto.

Produtos gerados

  • Como ganhos diretos deste projeto para o avanço tecnológico em agroecologia destacamos a determinação do comportamento de cultivares da SAA em sistemas agroecológicos.
  • Resgate e a conservação da agrobiodiversidade in situ com a inserção em sistemas experimentais na APTA e posterior fornecimento de materiais promissores para avaliação comparativa em Bancos Ativos de Germoplasma (BAG), possibilitando o contínuo melhoramento genético.
  • Adaptações contínuas nos sistemas de produção com base na avaliação de indicadores de sustentabilidade.
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  Antonio Carlos Pries Devide      AR / IAC

Estudo da espécie Lithobates catesbeianus como organismo alternativo para testes teratogênicos

n° SGP 679

O FETAX (Frog embryo teratogenesis assay – Xenopus) normatizado pela ASTM E 1439–98 (2012) é um bioensaio usado para determinar o potencial teratogênico de produtos químicos em embriões de Xenopus laevis. Embora tenha sido projetada para esta espécie, a norma permite o uso de espécies alternativas. O objetivo deste trabalho é adaptar o protocolo FETAX para Lithobates catesbeianus. Para tanto, após estabelecermos o melhor método de indução hormonal para obtenção das desovas, pretendemos: determinar o período de duração do teste FETAX para esta espécie; estabelecer as faixas de sensibilidade dos embriões à 6-aminonicotinamida, ciclofosfamida e cloreto de sódio (CL50, CE50 e Índice Teratogênico) e assim definir a substância de referência mais adequada para a espécie; validar e estabelecer a repetibilidade do teste. Com a padronização de protocolo específico para a espécie, o teste poderá ser implantado em outros laboratórios e instituições de pesquisa. Este ensaio pode ser uma excelente ferramenta na avaliação de produtos para fins regulatórios e no monitoramento de ambientes. O FETAX (Frog embryo teratogenesis assay – Xenopus) normatizado pela ASTM E 1439–98 (2012) é um bioensaio usado para determinar o potencial teratogênico de produtos químicos em embriões de Xenopus laevis. Embora tenha sido projetada para esta espécie, a norma permite o uso de espécies alternativas. O objetivo deste trabalho é adaptar o protocolo FETAX para Lithobates catesbeianus. Para tanto, após estabelecermos o melhor método de indução hormonal para obtenção das desovas, pretendemos: determinar o período de duração do teste FETAX para esta espécie; estabelecer as faixas de sensibilidade dos embriões à 6-aminonicotinamida, ciclofosfamida e cloreto de sódio (CL50, CE50 e Índice Teratogênico) e assim definir a substância de referência mais adequada para a espécie; validar e estabelecer a repetibilidade do teste. Com a padronização de protocolo específico para a espécie, o teste poderá ser implantado em outros laboratórios e instituições de pesquisa. Este ensaio pode ser uma excelente ferramenta na avaliação de produtos para fins regulatórios e no monitoramento de ambientes. O FETAX (Frog embryo teratogenesis assay – Xenopus) normatizado pela ASTM E 1439–98 (2012) é um bioensaio usado para determinar o potencial teratogênico de produtos químicos em embriões de Xenopus laevis. Embora tenha sido projetada para esta espécie, a norma permite o uso de espécies alternativas. O objetivo deste trabalho é adaptar o protocolo FETAX para Lithobates catesbeianus. Para tanto, após estabelecermos o melhor método de indução hormonal para obtenção das desovas, pretendemos: determinar o período de duração do teste FETAX para esta espécie; estabelecer as faixas de sensibilidade dos embriões à 6-aminonicotinamida, ciclofosfamida e cloreto de sódio (CL50, CE50 e Índice Teratogênico) e assim definir a substância de referência mais adequada para a espécie; validar e estabelecer a repetibilidade do teste. Com a padronização de protocolo específico para a espécie, o teste poderá ser implantado em outros laboratórios e instituições de pesquisa. Este ensaio pode ser uma excelente ferramenta na avaliação de produtos para fins regulatórios e no monitoramento de ambientes.

 

 

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  Adriana Sacioto Marcantonio      AR / IP
  Sobre

O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

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Avenida Barão de Itapura, 1481 - Botafogo, Campinas - SP

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