Projetos APTA no Departamento de Descentralização do Desenvolvimento, Polo Regional Vale do Ribeira

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Densidade de estocagem do lambari Astyanax altiparanae em viveiros de terra para piscicultura em pequena escala em sistema semi-intensivo.

n° SGP 2141

A região do Vale do Ribeira, ao sul do estado de São Paulo, é conhecida por ter tido importante papel na aquicultura nacional nos anos 90, mas atualmente enfrenta dificuldade para se adequar ao novo cenário de desenvolvimento. Na região existe grande número de pisciculturas de pequeno porte, com mão-de-obra familiar, comércio local ou mesmo de subsistência. A região também é caracterizada por possuir diversas unidades de conservação ambiental, em uma das maiores áreas remanescentes de Mata Atlântica do Brasil.  Nesse cenário o lambari-do-rabo-amarelo, Astyanax altiparanae, vem surgindo como uma espécie nativa alternativa para a piscicultura em pequena escala na região. No Vale do Ribeira existe grande demanda para o uso do lambari como isca para a pesca esportiva, sendo que seu uso na culinária pode ser outro mercado em potencial. As técnicas para obtenção de formas jovens já são conhecidas e existem criações comerciais da espécie em diversas regiões do país. Entretanto, ainda há muitas lacunas em pesquisas científicas sobre as técnicas de criação a serem utilizadas, como a densidade de estocagem de lambaris em criação semi-intensiva em viveiros de terra, sem renovação de água (estático).  Na presente proposta de pesquisa serão avaliadas cinco densidades de estocagem (10, 25, 50, 75 e 100 peixes por m2) na criação do lambari da fase de juvenil (2 g) até o tamanho comercial (8 g), em viveiros de terra de 50 m2. O delineamento experimental será em blocos ao acaso com cinco tratamentos (densidades de estocagem) e quatro blocos (ciclos de produção). O período experimental estimado por ciclo é de 60 a 90 dias. Os peixes serão alimentados com ração comercial duas vezes ao dia. Serão realizadas biometrias a cada 15 dias para ajuste da alimentação em 10% da biomassa ao dia. Serão avaliados os seguintes dados de desempenho produtivo: sobrevivência, peixes produzidos por área, peso final, comprimento final, biomassa produzida por área, ganho em peso, ganho em peso diário, coeficiente de variação do comprimento. Quanto ao aproveitamento alimentar serão avaliados a conversão alimentar, eficiência alimentar, taxa de eficiência proteica e energética, taxa de retenção de proteína e de energia. Ainda serão analisadas a composição centesimal (umidade, proteína, lipídios e matéria mineral) do peixe inteiro e do peixe eviscerado sem escama, além do rendimento de carcaça do peixe eviscerado sem escama. Os parâmetros de qualidade da água serão analisados semanalmente: temperatura máxima e mínima, oxigênio dissolvido, transparência, pH, alcalinidade total, amônia, nitrito e nitrato, nitrogênio total e fósforo total. Os resultados serão divulgados em simpósios e congressos científicos, também serão publicados na forma de artigos técnicos e científicos. Com o presente estudo é esperado contribuir para o desenvolvimento sustentável da criação do lambari-do-rabo-amarelo em pisciculturas de pequena escala no Vale do Ribeira e outras regiões do país, por meio da definição da melhor densidade de estocagem do lambari para um bom desempenho produtivo.

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  Camila Fernandes Corrêa      Apta Regional / IP

DESEMPENHO AGRONÔMICO, PRODUÇÃO E PÓS-COLHEITA DE GENÓTIPOS DE BANANEIRA TIPO TERRA NAS CONDIÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS DO VALE DO RIBEIRA, SP

n° SGP 1715

Os plátanos, também chamados de banana da terra ou ainda bananas de cozinhar pertencem ao subgrupo Terra e apresentam como principais diferenças aos demais subgrupos frutos grandes e com alto teor de amido, sendo consumidos cozidos, fritos ou assados. Esse tipo de banana é comercializado com preços superiores aos praticados para as bananas do subgrupo Prata, razão pela qual há grande interesse no cultivo desse tipo de banana. As bananeiras desse subgrupo são suscetíveis à Sigatoka-negra, razoavelmente resistentes à Sigatoka-amarela, tolerante ao mal-do-Panamá, medianamente prejudicadas pelos nematoides e altamente perseguidas pela broca-do-rizoma, por isso seus bananais têm vida curta, onde geralmente se colhe a planta-mãe com boa produção, o filho mediano e o neto produz muito pouco. Apesar dos esforços empreendidos para o melhoramento da bananeira e plátanos a partir de germoplasma natural selecionado pelo homem, o Brasil dedica pouca importância aos plátanos. Assim sendo, objetivou-se, com este trabalho avaliar o desempenho agronômico, produção e pós-colheita de genótipos de bananeira do subgrupo Terra nas condições edafoclimáticas do Vale do Ribeira, SP. Para tal, o experimento será implantado na fazenda experimental da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, APTA Regional Vale do Ribeira, localizada no município de Pariquera-Açu, SP, onde serão avaliados doze genótipos de banana da Terra desenvolvidos no programa de melhoramento genético da Embrapa. O delineamento será em blocos ao acaso, com doze tratamentos (cultivares) e quatro repetições. Para todos os tratamentos serão empregados o mesmo sistema de manejo de controle de pragas e doenças, condução do bananal e adubações. Na avaliação do desenvolvimento das cultivares serão coletados dados referentes à altura das plantas, diâmetro do pseudocaule, número de folhas vivas, número de perfilhos e ciclos da planta, durante dois ciclos produtivos; a produção será aferida na colheita de cada safra através da determinação da massa fresca do cacho, do número de pencas por cacho, do número de total de frutos no cacho, massa fresca e número de frutos da 2ª penca, do comprimento e diâmetro de frutos. Além disso, será analisada a qualidade pós-colheita dos frutos através das seguintes avaliações: perda de massa, suscetibilidade ao despencamento, massa da matéria fresca da polpa e da casca, diâmetro da polpa e espessura da casca, firmeza da polpa, cor da casca, teor de sólidos solúveis, pH, acidez titulável, ratio e teor de amido nos frutos.

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  Erval Rafael Damatto Junior      Apta Regional / IAC

Manejo da cobertura do solo no cultivo de bananeiras e seus efeitos na solução do solo e avaliação da qualidade das águas do rio Ribeira de Iguape (aprovado FAPESP n. 2017/14420-2)

n° SGP 1687

O uso de espécies de plantas como cobertura do solo tem sido utilizado na agricultura, devido a preocupação com o processo de degradação dos solos brasileiros. Entre outras vantagens se destacam a proteção do solo contra agentes climáticos causadores de erosão, o controle de plantas de ocorrência espontânea e o aumento da disponibilidade de nutrientes ligados à matéria orgânica fornecida ao solo. As leguminosas têm sido mais utilizadas por estabelecer associação simbiótica com bactérias fixadoras de nitrogênio e recuperação de nitrogênio lixiviado das camadas mais profundas do solo, resultando no aporte de quantidades expressivas deste nutriente para as culturas plantadas em consórcio. Além disso, a manutenção de cobertura vegetal sobre o solo na área de cultivo possivelmente reduz perdas de nutrientes por lixiviação, devido a sua maior capacidade de absorção e exploração de maior área do sistema radicular. No entanto, pouco se conhece os efeitos do manejo da cobertura do solo sobre o cultivo de bananeiras na região do Vale do Ribeira. Sendo assim, os objetivos deste trabalho serão avaliar os efeitos do manejo da cobertura do solo no cultivo de bananeiras e seus efeitos na solução do solo e os impactos das adubações em bananeira na qualidade da água do Rio Ribeira de Iguape. Os tratamentos consistirão em seis tipos de manejo da cobertura do solo: T1: Crotalaria spectabilis; T2: Crotalaria juncea; T3: Guandu forrageiro (Cajanus cajan); T4: Feijão de porco (Canavalis ensiformis), T5: plantas espontâneas e; T6: no limpo (testemunha). O espaçamento de plantio da bananeira Grande Naine será de 2,0 m x 2,5 m (2.000 pl. ha-1). O delineamento será em blocos ao acaso, com seis tratamentos e quatro repetições, sendo que cada repetição contará com quatro bananeiras úteis por parcela. Serão avaliados por dois ciclos o desenvolvimento das bananeiras, a produção, os atributos químicos do solo, o estado nutricional das bananeiras e das coberturas do solo; e na solução do solo e em amostras de água do Rio Ribeira de Iguape e seus afluentes, onde serão avaliados o pH, a condutividade elétrica, e teores de potássio e nitrato.

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  Edson Shigueaki Nomura      Apta Regional / IAC

INDICADORES DE EFICIÊNCIA BIOECONÔMICA APLICADOS EM UNIDADES FAMILIARES PRODUTORAS DE PESCADOS NA REGIÃO DO VALE DO RIBEIRA, SÃO PAULO

n° SGP 1670

Recentemente muitos governos do mundo tem tido um papel mais ativo no desenvolvimento da aquicultura, considerando a importância ou potencial no ambiente socioeconômico dos países. Contudo, percebe-se a clara importância que a aquicultura pode representar para o desenvolvimento social, econômico e ambiental das regiões, e ainda os aspectos à serem observados quando da formulação de políticas públicas. O objetivo deste projeto é aplicar indicadores bioeconômicos para avaliar unidades familiares produtoras de peixes em sistema semi-intensivo no Vale do Ribeira, região de Mata Atlântica no estado de São Paulo e realizar o benchmarking econômico das pisciculturas. O estudo será conduzido na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA regional/ Vale do Ribeira) localizado no município de Pariquera-Açú, São Paulo, Brasil (latitude 24° 43’ 14’’ S e longitude 47° 52’ 43’’ O) onde serão realizadas reuniões com produtores e técnicos que atuam na área da piscicultura no Vale do Ribeira, que têm o objetivo de problematizar a realidade em que os produtores enfrentam em seu diferente meio de produção. A partir destas reuniões serão selecionadas no mínimo cinco propriedades produtoras de pescados (n=05), localizadas na região de abrangência do estudo como descrito na pagina 7 do projeto.Os parametros zootecnicos e limnológicos  serão avaliados a cada 30 dias, bem como a viabilidade econômica será realizada no termino do projeto. 

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  Antonio Fernando Gervasio Leonardo      Apta Regional / IP

PROGRAMA DE MELHORAMENTO GENÉTICO DE ANTÚRIO

n° SGP 1180

O antúrio pertence à família das Aráceas, incluindo-se no gênero mais de 600 espécies, muitas delas herbáceas tropicais, originárias das regiões quentes e centrais da América do Sul. Do ponto de vista comercial, a principal espécie do gênero é o Anthurium andraeanum Lindl., utilizado como flor de corte e também como planta de vaso. A produção e a comercialização de antúrio se bem praticadas poderá trazer retornos significativos aos empresários que se dedicam a este agronegócio, pois devido a sua alta durabilidade como flor de corte e conformação típica é uma das tropicais mais consumidas no mundo todo. Atualmente no Brasil, o antúrio ainda é propagado por semente e, por consequência, suas progênies são muito heterogêneas, o que não é interessante para o mercado consumidor, que exige uniformidade do produto. No entanto, esses materiais são muito importantes para o melhoramento devido a maior variabilidade genética. Sendo assim, o objetivo do programa de melhoramento genético do antúrio será a seleção de plantas de interesse, com características ímpares de qualidade floral e produtividade, tanto do banco de germoplasma da APTA/IAC, como plantas oriundas do cruzamento entre acessos do BAG. Serão selecionados para o mercado de flor de corte plantas dentro do BAG, bem como de plantas advindas do cruzamento entre plantas do BAG. Estas plantas devem apresentar caraterísticas desejáveis como: cor e forma da espata e espádice, comprimento do pecíolo maior que 60 cm e plantas baixas. Para isso serão realizados ensaios de cultivo após a multiplicação in vitro, na qual serão avaliados a cada seis meses o desenvolvimento das plantas: número de folhas, comprimento dos pecíolos, (cm), comprimento das lâminas foliares das folhas completamente expandidas (cm), largura das lâminas foliares das folhas completamente expandidas (cm) e área foliar total e média por folha (cm2); e semanalmente a produção: comprimento do pedúnculo (cm), comprimento da espata (cm), comprimento da espádice (cm), largura da espata (cm), coloração segundo a escala de cores CIELAB, produtividade (flores/m2/ano); e durabilidade comercial e longevidade pós-colheita por meio de escala de notas.

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  Edson Shigueaki Nomura      Apta Regional / IAC

Fontes de ácidos graxos da dieta para a tilápia-do-nilo criada em temperatura ótima e sub-ótima.

n° SGP 1127

A tilápia-do-nilo é uma importante espécie na aquicultura brasileira e mundial e é produzida em diversas regiões e condições climáticas. Entretanto, ainda há lacunas quanto a sua nutrição lipídica, principalmente em condições adversas de temperatura. Estas condições são registradas durante o inverno nas regiões sudeste e sul do Brasil, onde se concentram as maiores produções de tilápias. É sabido que os ácidos graxos têm papel fundamental na manutenção da fluidez e funcionalidade das membranas celulares com efeitos na adaptação dos peixes à variação de temperatura.

Com a finalidade de aprimorar a tecnologia de produção da tilápia foram propostos estudos, com ensaios com animais já realizados na UFSC, em Florianópolis, SC. O presente projeto tem como foco a avaliação do metabolismo de ácidos graxos, pela análise de materiais coletados durante os ensaios realizados, em complementação ao projeto “Ácidos graxos essenciais na dieta da tilápia-do-Nilo em condição ótima e subótima de temperatura”, cadastrado no SIGA (NRP 4047), e ao projeto "Temperatura e fontes de ácidos graxos para tilápia-do-Nilo" com recursos aprovados pelo CNPq e coordenado pela pesquisadora Débora Machado Fracalossi (LABNUTRI, UFSC). A parceria com a APTA será feita pela orientação nas análises químicas, análise dos dados coletados e redação de artigos. A seguir estão descritos os ensaios realizados, dos quais serão utilizados materiais para análise:

(I) Fontes de ácidos graxos na dieta de tilápias criadas em duas temperaturas - Foram testadas cinco fontes lipídicas: (1) óleo de peixe, fonte de n-3 LC-PUFA, além de SFA e MUFA; (2) óleo de linhaça, fonte de n-3 PUFA de 18 carbonos; (3) óleo de girassol, fonte de n-6 PUFA de 18 carbonos; (4) óleo de oliva, fonte de MUFA; e (5) óleo de coco, fonte de SFA. O objetivo deste estudo é selecionar fontes adequadas de ácidos graxos para a alimentação da tilápia-do-nilo criada em temperatura ótima (28°C) e sub-ótima (22°C).

(II) Substituição do óleo de peixe por misturas de óleos vegetais na deita da tilápia-do-nilo em duas temperaturas - Foram avaliadas três dietas com misturas de óleos vegetais (MIX-G, MIX-GL e MIX-L) e uma com óleo de peixe (OP) em juvenis de tilapia-do-nilo em dois ensaios: a 28°C e a 22°C. Nas misturas houve diferentes inclusões dos óleos de linhaça (L) e de girassol (G) sobre uma base de óleo de coco e oliva, o que alterou a proporção de PUFA da série n-3 e n-6.

(III) - Exigência do ácido graxo alfa-linolênico para tilápias em temperatura sub-ótima - Foram testadas cinco dietas com misturas de óleos vegetais (palmiste, oliva, girassol e linhaça) com níveis crescentes de óleo de linhaça e de ácido graxo alfa-linolênico (α-LNA, 18:3n-3), e uma dieta controle com óleo de peixe. Este estudo foi realizado somente a 22°C para estimar a exigência em α-LNA para a tilápia-do-nilo em temperatura sub-ótima, a qual ainda não tinha sido estabelecida.

Os ensaios foram realizados em triplicata com juvenis de tilápia-do-nilo, mantidos em unidades experimentais em sistema de recirculação de água doce e, alimentados até a saciedade aparente com dietas semi-purificadas extrusadas. A partir das amostras já coletadas de peixe inteiro, fígado e fezes, será analisado a digestibilidade de ácidos graxos da dieta, o balanço de ácidos graxos in vivo, a histologia do fígado e, a expressão gênica de desaturases e alongases no fígado. Os dados obtidos serão avaliados estatisticamente por análise de variância ou regressão, considerando o nível de significância de 5%.

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  Camila Fernandes Corrêa      Apta Regional / IP
  Sobre

O SGP (Sistema de Gestão de Pesquisa) foi implementado em todas as unidades APTA, para centralizar o controle de todos os projetos desenvolvidos sob sua supervisão. [Ler mais]

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